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	<title>Catavino em Português</title>
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		<title>Vinho Verde… “Parente pobre” ou o próximo grande Vinho Português?</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 12:26:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há cerca de um mês atrás, estive em Lisboa a representar um produtor de Vinho Verde no SISAB 2010. Trata-se de um certame anual, que envolve para além do sector das bebidas outros sectores agro-alimentares. Desconhecia por completo este evento, que pelos vistos já se realiza há diversos anos. Fiquei impressionado com a logística necessária [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://farm4.static.flickr.com/3498/3231478288_a2ce1b9451.jpg"><img class="alignright" src="http://farm4.static.flickr.com/3498/3231478288_a2ce1b9451.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Há cerca de um mês atrás, estive em Lisboa a representar um produtor de Vinho Verde no <a href="http://www.sisab.org/content/1/71/homepage">SISAB 2010</a>. Trata-se de um certame anual, que envolve para além do sector das bebidas outros sectores agro-alimentares. Desconhecia por completo este evento, que pelos vistos já se realiza há diversos anos. Fiquei impressionado com a logística necessária para receber mais de um milhar de pessoas, por entre possíveis importadores de todo o lado do mundo. Desconhecendo o evento, não seria nunca muito fácil saber o que esperar, tanto mais que estando incluído no stand da <a href="http://www.cvrvv.pt/">CVRVV</a> acreditava que seríamos apenas mais uns no meio de outras regiões bem mais faladas e em voga, como serão os casos do Douro e do Alentejo, também muito condignamente representados no evento. <em>(Flickr fotos de by </em><a title="Link to FerPer's photostream" rel="dc:creator cc:attributionURL" href="/photos/ferper/"><em>FerPer</em></a><em>)</em></p>
<p>Apesar de termos assistido nos últimos anos a uma evolução muito grande em termos de qualidade na produção de Vinhos Verdes, a verdade é que o facto de ainda existirem demasiados preconceitos em relação a estes vinhos predispõe-nos para uma quase aceitação que a nossa tarefa de encontrar importadores será bem mais difícil que para outras regiões. Por muitos anos o Vinho Verde foi o “parente pobre” dos vinhos em Portugal, e ainda hoje a minha experiência no contacto com o público torna irrefutável o argumento que os Vinhos Verdes são demasiado ácidos e até “maus” para a saúde! Bem… como todos sabemos, é muito difícil mudar mentalidades, e em Portugal talvez isso seja ainda mais difícil que noutros cantos do mundo… Cabe-nos a todos nós que trabalhamos directamente com os consumidores, fazer desvanecer essa ideia, dando a conhecer o que de melhor se vai fazendo por essa magnífica região. No SISAB 2010, embora os momentos de repouso tivessem sido (felizmente) muito poucos, pude reflectir um pouco sobre o que uma visão não preconceituosa do Vinho Verde pode representar em termos comerciais… passo a explicar.</p>
<p>Logo no primeiro dia recebemos a visita de muitos importadores de diversos países, como por exemplo, Rússia, Eslovénia, Irlanda, Noruega, Suécia, que surpresa das surpresas, não só conheciam bem o Vinho Verde, como vinham propositadamente para arranjar um bom fornecedor deste vinho! Ora, para um português, que todos os dias ouve opiniões preconceituosas sobre este vinho, isto é no mínimo “refrescante”! <strong>Será que precisamos que o Vinho Verde seja apreciado por quem não tem preconceitos, para que possa também ser devidamente apreciado em Portugal?!</strong> Foi esta a minha reflexão… De facto, para quem<img class="alignleft" src="http://farm4.static.flickr.com/3423/3301149182_5c8fd22d2c.jpg" alt="" width="300" height="225" /> prova pela primeira vez um Vinho Verde, sem duvida que as suas características aromáticas e de frescura são por demais evidentes e inigualáveis em termos internacionais. Sim, estamos a falar de um vinho único, que se pode tornar num dos grandes vinhos portugueses em termos comerciais! Como em todos os outros casos temos “apenas” de manter uma boa qualidade, e saber explorar devidamente esta grande oportunidade que surge nesta altura de crise mundial instalada. Há que saber estudar os mercados a atingir, saber adaptar os preços para sermos competitivos, e acima de tudo para podermos construir uma imagem que outros países já conseguiram construir com os seus vinhos. Esta é a grande oportunidade para a região dos Vinhos Verdes, e quem sabe também para Portugal reforçar a sua posição de “novidade” no meio dos produtores do Velho Mundo. Todos os dias vinhos portugueses ganham prémios (veja-se a mais recente pontuação do DOW`s Vintage 2007), os críticos e a opinião geral é a de que Portugal já é uma das grandes descobertas no mundo dos vinhos!</p>
<p>Meus amigos, sei por experiência que as boas oportunidades não surgem muitas vezes nas nossas vidas, e por isso e apenas para terminar exorto os nossos produtores a munirem-se de bons profissionais no sector de exportação, capazes de ler e escutar mais as opiniões daqueles que podem vir a consumir os vossos vinhos e ajudem a estabelecer uma estratégia comercial segura e estável. Construam através da Media Social relações seguras e fiéis com os verdadeiros amantes do vinho, e verão que terão a vossa recompensa a muito breve trecho.</p>
<p>Até breve!</p>
<p>Vítor Mendes</p>
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		<title>Balanço sobre o ano de 2009, Perspectiva para 2010; Wines of Portugal – Uma oportunidade única de mudança!</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 17:02:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Balanço sobre o ano de 2009 e Perspectivas para 2010 O ano de 2009 foi para mim sinónimo de muita aprendizagem, novos contactos e amizades. Na continuação da minha actividade ligada à consultoria e ajuda à exportação de vinhos portugueses, foi bom perceber que de alguma forma o ano de 2009 representou uma pequena mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://catavino.net/pt/files/2010/02/2239austria.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-240" src="http://catavino.net/pt/files/2010/02/2239austria.jpg" alt="2239austria" width="228" height="339" /></a>Balanço sobre o ano de 2009 e Perspectivas para 2010</strong></p>
<p>O ano de 2009 foi para mim sinónimo de muita aprendizagem, novos contactos e amizades. Na continuação da minha actividade ligada à consultoria e ajuda à exportação de vinhos portugueses, foi bom perceber que de alguma forma o ano de 2009 representou uma pequena mas firme evolução no esforço da nossa indústria em tentar acompanhar a evolução deste mundo. A consciencialização da globalidade cada vez maior que acompanha o mundo dos negócios é indissociável também da indústria do vinho. Considero no entanto que muito caminho há ainda a percorrer. A reestruturação das nossas empresas no sentido de se apetrecharem de maneira eficaz para os desafios internacionais necessita de know-how e acima de tudo de uma revolução nas mentalidades. É certo que há uma maior percepção em relação às novas técnicas de comunicação e marketing, mas não há um verdadeiro conhecimento e a perfeita noção do que podem efectivamente fazer para nos ajudar. A <strong><a href="http://winebloggersconference.org/europe/">EWBC 2009</a></strong> em Lisboa foi quanto a mim um pequeno mas firme passo no sentido de termos a indústria do vinho a deitar mão da chamada “Social Media”. Neste encontro entre bloggers de todo o mundo, foi muito agradável ver alguns dos nossos grandes produtores envolvidos com estes representantes da opinião livre. Normalmente isto significa que mais tarde ou mais cedo os outros produtores irão também perceber que a forma de comercializar e publicitar os seus vinhos passa por deitar mão a esta nova forma de opinião escrita. Espero sinceramente que em breve possamos ter as nossas empresas a contratar especialistas nestes campos, inovando assim as suas imagens e construindo as suas marcas, chegando mais próximo do cliente final. Assim espero! Que 2010 seja um ano de revolução para a exportação de vinhos portugueses, e eu cá estarei para fazer a minha parte…</p>
<p><strong>&#8220;Wines of Portugal&#8221; – Uma oportunidade única de mudança!</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://farm4.static.flickr.com/3247/3154489482_5f7b002ec1.jpg"><img class="alignleft" src="http://farm4.static.flickr.com/3247/3154489482_5f7b002ec1.jpg" alt="" width="332" height="217" /></a></strong>Um pouco no seguimento do que acabei de mencionar em termos de perspectiva para 2010, recebi com muita satisfação a <a href="http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId={EFBD1231-7DBA-46E0-AB92-965BB0C535B7}">notícia da criação da marca “Wines of Portugal”</a>. Criado pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, esta acção é suportada por um apoio de 50 milhões de euros, a serem utilizados no período de 4 anos. Foi &#8220;reconhecida a importância da criação de uma marca umbrella forte, capaz de transmitir uma imagem relevante e sustentada dos vinhos portugueses, com o intuito de aumentar a notoriedade do país como produtor e de enaltecer a qualidade do produto vinícola nacional, tendo como base os produtos Premium e Super Premium&#8221;, citamos o Ministério. Esta acção perspectiva um aumento das exportações no período de 5 anos em cerca de 10%, o que a concretizar-se será quanto a mim excelente. Irá ser implementado um plano amplo de acções, consideradas estratégicas para os próximos passos deste projecto, como realização de campanhas publicitárias em diversos mercados chave. Interessante será também a criação de um website para divulgação da marca no estrangeiro. Considero como já disse anteriormente que esta ajuda é de facto algo necessário para uma maior visibilidade dos nossos vinhos, já que é um dos raros sectores da indústria portuguesa que cresceu e exportou mais em 2009. No entanto, gostaria de deixar aqui o repto aos responsáveis, e já agora às entidades que irão dar apoio e orientar esta acção, que não deixem de incluir nestas acções a “Social Media” e as novas tecnologias de informação. De facto esta poderá ser mesmo uma oportunidade de ouro para implementar de forma segura uma maior consciencialização dos nossos empresários para este fenómeno. Acredito que juntamente com as campanhas mais tradicionais de marketing e publicidade, que obviamente ajudam também a obter um maior impacto internacional, se deveriam também promover acções destinadas a preparar os nossos industriais para uma alteração na gestão das imagens e das marcas das suas empresas. Será importante na minha opinião unir esforços para rentabilizar de forma muito concreta estes fundos. No fundo, seria muito interessante solicitar a ajuda e grande experiência de empresas nacionais e internacionais, especializadas na optimização das ferramentas de cariz social na Internet, pois assim poderá ser atingido um maior número de pessoas em todo o mundo. O alcance desta medida será assim muito maior, atingindo também o consumidor final para além dos agentes económicos. É claro para mim como comerciante de vinhos, que o poder do cliente final em pedir determinados produtos orienta de forma muito concreta a política de compras das empresas de comercialização. Assim, o esforço será na minha opinião recompensado de uma forma muito mais rápida e eficaz. A imagem dos nossos vinhos e do nosso país sairá assim reforçada, e pode até ser alcançado um patamar que nunca conseguimos até hoje. Um país com imagem forte consegue vender os seus produtos em vantagem sobre outros, esta é uma das máximas que sempre me orienta nas minhas viagens e nos meus negócios. Portugal precisa de ser forte, de se afirmar internacionalmente, e todos nós podemos fazer um pouco… todos juntos podemos conseguir! Estarei atento ao desenvolvimento desta acção. <em>(Flickr foto por <a title="Link to Adam Tinworth's photostream" rel="dc:creator cc:attributionURL" href="http://www.flickr.com/photos/adders/">Adam Tinworth</a>)</em></p>
<p>Até breve</p>
<p>Vítor Mendes</p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px;height: 15px"><a class="zemanta-pixie-a" title="Reblog this post [with Zemanta]" href="http://reblog.zemanta.com/zemified/6c3f3262-32fc-48e0-8802-d53f3ad5f31f/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none;float: right" src="http://img.zemanta.com/reblog_e.png?x-id=6c3f3262-32fc-48e0-8802-d53f3ad5f31f" alt="Reblog this post [with Zemanta]" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"></span></div>
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		<title>Breve Panorâmica das Sessões da Tarde do Primeiro Dia</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 13:26:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bernardo silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nota do Editor: Wine Future – Este é o segundo post/resumo do Wine Future LIVE www.catavino.net/wine-future-live – leia a Breve Panorâmica das Sessões da Manhã do Primeiro Dia. Fizemos nosso melhor para trazer a você exatamente o que vimos e experimentamos em uma das mais importantes conferências sobre vinho de 2009. O que vocês vêem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><a href="http://farm3.static.flickr.com/2654/4108498953_3ca0011e63.jpg"><img class="alignright" src="http://farm3.static.flickr.com/2654/4108498953_3ca0011e63.jpg" alt="" width="297" height="225" /></a>Nota do Editor:</strong> <a href="http://www.winefuture.es/">Wine Future</a> – Este é o segundo post/resumo do Wine Future LIVE <a href="http://www.catavino.net/wine-future-live">www.catavino.net/wine-future-live</a></em><em> – leia a <a href="http://catavino.net/pt/eventos/wine-future-breve-panoramica-das-sessoes-da-manha-do-primeiro-dia/" target="_blank">Breve Panorâmica das Sessões da Manhã do Primeiro Dia</a>. Fizemos</em><em> nosso melhor para trazer a você exatamente o que vimos e experimentamos em uma das mais importantes conferências sobre vinho de 2009</em><em>. </em><em>O que vocês vêem abaixo é um resumo do que experimentamos na tarde do dia 12, <a href="http://winetripping.wordpress.com/">escrito por Michael Oudyn</a>. Publicamos vários artigos e fotos após este resumo, que serão traduzidos em seguida. Se tiverem qualquer pergunta, por favor deixem-na nos comentários abaixo ou no blog “ao vivo”. Saúde e obrigado! </em><em><br />
</em></p>
<p><strong>Sessão: Mídia, Escritores sobre Vinho e o Futuro da Indústria</strong></p>
<p><strong>Palestrantes</strong>: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Steven_Spurrier_%28wine%29">Stephen Spurrier</a>, <a href="http://www.grupopenin.com/es/">Jose Penin</a>, <a href="http://garyvaynerchuk.com/">Gary Vaynerchuck</a> e <a href="http://www.jancisrobinson.com/">Jancis Robinson</a></p>
<p>Stephen Spurrier disse que “o comércio está se comunicando com o público” e que o ingles é a língua internacional do vinho.  A revista Decanter tem trinta anos de idade e é uma típica publicação tradicional; seus leitores são 80% homens, pouco mais que um terço deles está no negócio de vinhos e muitos são de novos mercados. A maior parte da renda da revista vem de &#8220;jantares de alto nível&#8221;, que eles tentam manter originais. Por exemplo, organizaram o primeiro evento 100% &#8220;Tokaji&#8221; de Londres. Ele acha que os sommeliers são melhores degustadores que os produtores, já que estão em contato com os clientes e tentam ver os diferentes vinhos através de seus olhos. Ele admite que sua revista pode &#8220;ignorar o consumidor médio&#8221;, mas vê a mesma e os jantares como um modo de informar e portanto de fazer o vinho &#8220;aproveitável&#8221;.</p>
<p>José Peñin está preocupado com a questão da superficialidade.  Um leitor seu confessou pular todos os artigos e ler somente as pontuações no final de sua revista, &#8220;Sibarita&#8221;.  De acordo com ele, o jornalismo do vinho espanhol começou durante a transição política. Começou principalmente como uma conversa sobre a França e então vieram os escritores ingleses. Aí, por volta de 2000, avaliações de vinho sérias dentro e sobre a Espanha começaram a acontecer, mas a &#8220;guerra dos números&#8221; era muito mais importante que os textos de fato, então o interesse pelas pessoas e pela terra perdeu sua importância. Ele lamenta que os críticos tenham se tornado &#8220;vendedores de vinho involuntários&#8221;. Agora, ele diz que não há vinhos realmente ruins, o que quer dizer que os críticos não podem &#8220;se divertir tanto assim&#8221;.</p>
<p>Gary Vaynerchuck sustenta que a nova tecnologia da internet está fazendo o conteúdo mais e mais importante, já que o preço de publicação no &#8220;novo mundo da mídia&#8221; é praticamente zero. Escritores não terão que partilhar seus lucros com os editores. Parker precisava de um empréstimo de sua mãe, mas esses empréstimos não serão mais necessários no futuro. Ele concorda com Peñin que as pessoas perderam o senso de <em>terroir</em> porque &#8220;há poucos contadores de histórias&#8221;, mas agora nós todos podemos contar nossas próprias histórias. Não existe um &#8220;<em>avant-garde</em> versus antiga-ordem&#8221; aqui, mas sim que agora “o conteúdo é rei&#8221; e neste ambiente &#8220;o creme subirá para o topo&#8221;. A internet é &#8220;o momento mais importante para a mídia desde a impressora&#8221;.</p>
<p>Jancis Robinson é menos otimista sobre o creme subir para o topo porque com tantos escritores on-line é cada vez mais difícil estabelecer o que é realmente válido. Ela diz que nos tempos antigos sempre houve pouco feedback de seus &#8220;leitores obedientes&#8221;, mas agora os escritores precisam &#8220;andar nas pontas dos pés&#8221;. Ela diz que o jornalismo impresso parece precário desde que a receita dos anúncios baixou e agora há cada vez menos regras. Ela concorda que eventos gastronômicos caros podem manter as revistas no mercado.</p>
<p><strong><a href="http://farm3.static.flickr.com/2590/4108397061_d1a011b916.jpg"><img class="alignleft" src="http://farm3.static.flickr.com/2590/4108397061_d1a011b916.jpg" alt="" width="313" height="208" /></a>Como melhorar as vendas e o consumo através de feiras e competições</strong></p>
<p>Palestrantes: <a href="http://www.concoursmondial.com/">Baudouian Havaux</a>, <a href="http://www.fenavin.com/">Manuel Julia</a>, <a href="http://www.southernwine.com/">Mel Dick</a></p>
<p>O moderador Robert Joseph explicou que seu <a title="International Wine Challenge" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/International_Wine_Challenge">International Wine Challenge</a> costumava ser a maior competição do mundo. Ele sustentou que muitas publicações fazem mais dinheiro através das competições que com suas revistas. Ele colocou uma pergunta que é chave para os produtores: a quais feiras de negócios alguém deveria comparecer? Não dá para ir a todas elas, o que iria devorar todo o seu lucro. Uma questão parecida é, obviamente, como as medalhas que ganhas irão trabalhar como agentes promocionais; como pode-se fazer delas ferramentas de marketing que agregam valor?</p>
<p>Baudouian Havaux do <em>Concours Mondial de Bruxelles </em>falou sobre os benefícios de enviar vinhos a feiras internacionais. Ele disse que os benefícios óbvios são o potencial de marketing, mídia e comunicação. Parece uma boa idéia, mas ele chama atenção para as armadilhas: a primeira é que há uma “multitude de feiras que confundem os consumidores”; o ideal seria reduzir o número de feiras internacionais para cinco ou seis. Existe falta de credibilidade já que muitos, muitos vinhos têm medalhas de competições pequenas que levam a uma falta de confiança. Ele mencionou a muito-discutida questão de uma &#8220;globalização do gosto&#8221; e imaginou se essas feiras não estão contribuindo para isto. Ele alertou as companhias que participam de feiras para que sigam três recomendações: (1) chequem a qualidade dos juízes; (2) tenham certeza de que os resultados terão publicidade, ou não terão o menor valor; (3) e usem os resultados como uma ferramenta de motivação interna para a sua equipe.</p>
<p>O <em>Concours Mondial de Bruxelles</em> está tentando manter seu caráter internacional provando vinhos de muitos países; tendo degustadores internacionais; e fazendo as competições em diferentes países, certamente não em Bruxelas todos os anos. Havaux também recomenda padrões rígidos para manter a credibilidade. Todo esforço deveria ser feito para certificar-se de que os vinhos provados são os mesmos que os vinhos das garrafas nas lojas e uma análise estatística rigorosa deveria ser feita para ter certeza de que os degustadores estão sendo consistentes. As competições deveriam se lembrar de que elas devem construir sua marca para que, idealmente, as pessoas comprem um campeão de Bruxelas ao invés de um Rioja ou um Pinot Noir.</p>
<p>As feiras de vinhos foram então discutidas por Manuel Julia da <a href="http://www.fenavin.com/">Fenavin</a>, uma das maiores feiras da Espanha, que acontece em Ciudad Real, uma pequena cidade próxima a Madrid. O objetivo é vender vinho nas feiras. Ele se perguntou: por quê tantos negócios podem ser feitos em uma pequena cidade? Como a feira pode seguir funcionando em comparação com Madrid, Barcelona, ou mesmo Valencia? Há que se ter uma &#8220;clareza de negócios&#8221; nas feiras deles e entender a correlação entre a oferta e a demanda. A demanda é o que é importante. A Fenavin fez cuidadosos estudos sobre o que os compradores não gostavam. Eles disseram que era essencial facilitar para o comprador um modo de encontrar todos os produtos à venda. Ele também notou que uma feira nunca pode ser uma feira de três dias. É necessário um mês de preparações antes e um mês livre depois para fazer negócios.</p>
<p>O próximo foi Mel Dick, organizador do &#8220;South Beach Wine and Food Festival&#8221; que, no último ano, mostrou a maior coleção de vinhos espanhóis dos Estados Unidos. A maior questão foi: como é possível melhorar as vendas através de festivais gastronômicos? Para honrar a eno-gastronomia espanhola, eles convidaram o rei e a rainha da Espanha. Ele enfatizou que essas feiras são excelentes pontos de vendas porque atraem uma demografia rica e podem reforçar a lealdade de marcas com ambientes que adicionam valor a elas. Com esse fim, convidam chefs-celebridades, músicos e políticos.</p>
<p><strong>Bernardo Silveira</strong> <em>é o responsável pela tradução dos resumos sobre os fóruns e palestras que aconteceram na conferência WineFuture, em Logroño, Rioja em 12 e 13 de Novembro de 2009. Formado em gastronomia e especializado em vinhos pelo Wine and Spirits Education Trust, instituição inglesa vinculada ao Institute of Masters of Wine, hoje cursa em Londres o Diploma in Wines and Spirits e amarga não ter comparecido e assistido aos debates. Quando está animado, escreve sobre seus estudos e experiências em <a href="http://www.peripecias.com.br/" target="_blank">www.peripecias.com.br</a>.</em></p>
<p>Photos by <a title="Link to thirstforwine's photostream" rel="dc:creator cc:attributionURL" href="http://www.flickr.com/photos/thirstforwine/"><strong>thirstforwine</strong></a></p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px;height: 15px"><a class="zemanta-pixie-a" title="Reblog this post [with Zemanta]" href="http://reblog.zemanta.com/zemified/6f5bcae4-9d37-457a-b92f-b5bc60b52c61/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none;float: right" src="http://img.zemanta.com/reblog_e.png?x-id=6f5bcae4-9d37-457a-b92f-b5bc60b52c61" alt="Reblog this post [with Zemanta]" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"></span></div>
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		<title>Wine Future: Breve Panorâmica das Sessões da Manhã do Primeiro Dia</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 13:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bernardo silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nota dos Editores: Antes de tudo, permitam-nos pedir desculpas por não tê-los apresentado ao Wine Future antes do evento. Desde a manhã de 12 de Novembro, estivemos conduzindo um blog &#8220;ao vivo&#8221; em www.catavino.net/wine-future-live, fazendo nosso melhor para trazer a você exatamente o que estamos vendo e experimentando em uma das mais importantes conferências sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><a href="http://catavino.net/pt/files/2009/11/crisis1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-217" src="http://catavino.net/pt/files/2009/11/crisis1.jpg" alt="crisis1" width="332" height="256" /></a>Nota dos Editores:</strong> Antes de tudo, permitam-nos pedir desculpas por não tê-los apresentado ao Wine Future antes do evento. Desde a manhã de 12 de Novembro, estivemos conduzindo um blog &#8220;ao vivo&#8221; em <a href="../../www.catavino.net/wine-future-liv">www.catavino.net/wine-future-live</a></em><em>, fazendo nosso melhor para trazer a você exatamente o que estamos vendo e experimentando em uma das mais importantes conferências sobre vinho de 2009 – bem, junto com o <a href="http://www.winebloggersconference.org/europe">EWBC</a></em><em> é claro <img src="../../wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":-)" /> O que vocês vêem abaixo é um resumo do que experimentamos na manhã do dia 12, <a href="http://winetripping.wordpress.com/">escrito por Michael Oudyn</a>. Um resumo das sessões da tarde virá em seguida. Se tiverem qualquer pergunta, por favor deixem-na nos comentários abaixo ou no blog &#8220;ao vivo&#8221;. Saúde e obrigado!<br />
</em></p>
<p><strong>Primeira Sessão: A Crise Econômica Global na Indústria do Vinho</strong></p>
<p><strong>Palestrantes</strong>: David Cunningham, Matthieu Chardronier and Xavier Pages</p>
<p>David Cunningham, da <a href="http://www.cbrands.com/">Constellation Wines</a>, ressaltou que a indústria do vinho tem sido uma das mais resilientes durante a crise. Embora os restaurantes estejam sofrendo, as pessoas ainda estão comprando vinho. Ele alertou contra a tendência à obssessão pelo preço; a indústria deveria tentar um diálogo com o consumidor mais sobre qualidade que sobre preço, o que não é fácil em tempos de recessão. Ele alerta contra cortar os orçamentos de pesquisa e menciona &#8220;vinhos mais leves de se beber&#8221; (com um teor alcoólico de cerca de 4% a 5%) e &#8220;bags-in-a-box premium&#8221; como possíveis áreas de crescimento. (foto por Albert Gonzalez Farran)</p>
<p>Outro fator que agrava os problemas da indústria do vinho é a tão conhecida queda no consumo <em>per capita</em> nos tradicionais países consumidores de vinho. Mas deveríamos olhar mais cuidadosamente as estatísticas. Por exemplo, enquanto o consumo caiu na Argentina dos 80 litros/ano na década de 1980, a qualidade e portanto o preço dos vinhos subiram. De maneira similar, na Espanha o consumo caiu, mas 72% do mesmo agora é de &#8220;Denominação de Origem&#8221;. Isto é um desafio, mas também uma oportunidade na faixa dos preços médios.</p>
<p><a href="http://www.cvbg.org/"><em><strong></strong></em></a><em><strong></strong></em><a href="http://catavino.net/pt/files/2009/11/3696424041_b7a19801e6.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-216" src="http://catavino.net/pt/files/2009/11/3696424041_b7a19801e6.jpg" alt="Economic Crisis" width="373" height="156" /></a>Matthieu Chardronier deu uma visão da crise de uma das &#8220;mais reverenciadas&#8221; regiões, que está também liderando as melhorias na França, o &#8220;google de Bordeaux&#8221;. A retomada ainda não aconteceu e muitas propriedades estão lutando por sobrevivência. Alguns dos agravantes mencionados por ele são a regulação excessiva e a fragmentação da indústria com muitos pequenos produtores que criam seus próprios competidores. Muitos dos vinhos mais baratos estão desaparecendo graças à competição; eles não são competitivos na faixa dos US$5, mas ainda são na dos premium e super-premium. Bordeaux aprendeu a fazer vinhos drasticamente melhores nos últimos trinta anos, especialmente nos níveis mais altos. Eles aprenderam a fazer vinho realmente bom, mesmo em safras ruins. Novas gerações de wine-makers que viajaram extensivamente e estão trazendo uma visão atualizada do mercado global estão tomando as rédeas.</p>
<p>Xavier Pages, diretor-geral da <a href="http://www.codorniu.es/">Cordoniu</a>, propôs uma &#8220;visão mais distante&#8221;; sobrevivemos a guerras, guerras civis e crises financeiras antes. É verdade que os produtores menores estão falindo com freqüência, mas isto também irá passar. Como os “baby boomers” eles são muitos (70,000,000 nos EUA), ao contrário da Geração X (somente 40,000,000 nos EUA). Como um grupo eles vêm o vinho como mais sofisticado e têm uma atitude muito cética em relação à mídia tradicional e confiam mais nos bloggers. (Nós do catavino.net imaginamos se ele percebia que, enquanto dizia isto, nós bloggers estávamos transmitindo sua mensagem.)</p>
<p><strong>Sessão 2: Como melhorar as vendas no <em>On-Trade</em><br />
</strong></p>
<p><strong>Palestrantes: </strong>Richard Halstead, Tim Hanni</p>
<p><a href="http://www.wineintelligence.com/"><img class="alignright" src="http://farm4.static.flickr.com/3281/2972198394_7dfd338e4a.jpg" alt="" width="337" height="254" />Richard Halstead</a> trabalha no mercado inglês, mas há &#8220;temas e situações&#8221; que vão muito além de seu mercado. No &#8220;on trade&#8221; (restaurantes, bares, hotéis), de acordo com ele, os restaurantes simplesmente não estão fazendo o trabalho deles; estão falhando em envolver os bebedores de vinho como um todo e há alguns caras que você quer no restaurante por causa de seu relativo poder aquisitivo. O maior problema são os preços excessivos. A bebida mais popular no Reino Unido agora é vinho branco, não cerveja, especialmente desde que ficou proibido fumar nos pubs. Mas o alto preço do vinho não pode continuar; os consumidores rejeitam esses preços instintivamente. O índice de confiança está desabando. Este vem sendo exarcebado pela crise, mas os problemas têm continuado por muito tempo antes da crise. Existe uma moda de comer &#8220;bem&#8221; em casa ao invés de sair. E o alto custo do vinho nos restaurantes claramente influencia esta moda. Os consultores muitas vezes dizem o que é &#8220;gritantemente óbvio&#8221;; neste caso, é que o vinho é visto como uma boa compra em uma loja, mas fora de controle em bares e pubs. Alguns restaurantes, como o Bob Bob Ricard, em Londres, estão começando a experimentar baixar os preços dos vinhos melhores. (foto por by Eisenvater)</p>
<p><a href="http://hannico.com/">Tim Hanni</a>, um MW e consultor de restaurantes dos EUA, propõe uma perspectiva diferente sobre o comportamento humano e vê como isto funciona no mercado de restaurantes. Especialistas em vinho e vendedores deveriam &#8220;parar de acreditar em tudo o que (eles) pensam&#8221; e aceitar que as pessoas reagem de formas diferentes aos vinhos e que essas reações diferentes não são falta de instrução ou cultura, mas muitas vezes são fisiológicas, uma simples questão de número de receptores na língua, por exemplo. Pessoas que detestam o cheiro de Sauvignon Blanc muitas vezes são alérgicas a grama. A &#8220;educação do vinho&#8221; muitas vezes desanima as pessoas e pode inclusive ser contraproducente; o vocabulário não se encaixa. Sapatos não se encaixam nos pés de todas as pessoas, os vinhos também não. Não há &#8220;Masters of Shoes&#8221; nos dizendo que um sapato deveria serconfortável. Mas os vendedores deixam de fora uma grande parte do mercado porque eles estão bebendo coisas que &#8220;não deviam&#8221; Ele menciona especificamente os bebedores de vinhos doces. Os vendedores deveriam aprender a entender melhor o consumidor. Personalizar a experiência, levá-los em uma viagem à qual eles querem ir, não à que os experts pensam que eles deveriam.</p>
<p><strong>Bernardo Silveira</strong> <em>é o responsável pela tradução dos resumos sobre os fóruns e palestras que aconteceram na conferência WineFuture, em Logroño, Rioja em 12 e 13 de Novembro de 2009. Formado em gastronomia e especializado em vinhos pelo Wine and Spirits Education Trust, instituição inglesa vinculada ao Institute of Masters of Wine, hoje cursa em Londres o Diploma in Wines and Spirits e amarga não ter comparecido e assistido aos debates. Quando está animado, escreve sobre seus estudos e experiências em <a href="http://www.peripecias.com.br" target="_blank">www.peripecias.com.br</a>.</em></p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px;height: 15px"><a class="zemanta-pixie-a" title="Reblog this post [with Zemanta]" href="http://reblog.zemanta.com/zemified/b30543dd-0a04-4583-bb2c-56ca06c0f1c9/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none;float: right" src="http://img.zemanta.com/reblog_e.png?x-id=b30543dd-0a04-4583-bb2c-56ca06c0f1c9" alt="Reblog this post [with Zemanta]" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"></span></div>
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		<title>WineFuture &#8211; Discurso de Ryan Opaz em Logroño, Espanha</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 15:41:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ryan Opaz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Discurso do Ryan em forma escrita, sem qualquer das notas adicionais e informações que surgiram durante a conferência. Quando Robert Parker começou sua newsletter em 1978, ninguém acreditava que um apreciador de fora do mundo do vinho poderia dizer qualquer coisa que valesse a pena ouvir sobre vinho. Então veio o ano de 1982 em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="alignright" src="http://catavino.net/wp-content/uploads/2009/11/IMG_1607.jpg" alt="" width="384" height="293" />Discurso do Ryan em forma escrita, sem qualquer das notas adicionais e informações que surgiram durante a conferência.</em></p>
<p>Quando <a href="http://www.erobertparker.com/">Robert Parker</a> começou sua <em>newsletter</em> em 1978, ninguém acreditava que um apreciador de fora do mundo do vinho poderia dizer qualquer coisa que valesse a pena ouvir sobre vinho. Então veio o ano de 1982 em Bordeaux e Parker ganhou o dia. Posso estar simplificando um pouco, mas o que ele estava fazendo na época era responder a um problema no mercado de vinhos de qualidade, que tinha conflitos de interesse e vendedores sem escrúpulos empurrando zurrapa com rótulos de vinhos de qualidade. Naquela época a indústria do vinho precisava de um abanão. Foi necessário que alguém se levantasse e falasse pelo publico consumidor de vinhos que começava a aparecer e queria entender e confiar no vinho que compravam.</p>
<p>Usando o mais simples e barato método de que dispunha na época para publicar qualquer conteúdo, Parker pediu um empréstimo de US$2000 à sua mãe e um mimeógrafo com o qual publicou a sua primeira edição do que conhecemos hoje como &#8220;<a href="http://www.erobertparker.com/info/WineAdvocate.asp">The Wine Advocate</a>&#8220;. Lutando para encontrar assinantes e conseguir viver daquilo, os seus primeiros dias desenham um surpreendente paralelo com a nova mídia do vinho de hoje.</p>
<p>Hoje as coisas precisam novamente de um abanão. Durante as últimas décadas, o consumidor comum foi ignorado. Não falo do consumidor de alto nível ou mesmo do <em>geek</em> de fim-de-semana, mas do consumidor que gosta de vinho, quer uma garrafa melhor e não se interessa pelo facto do vinho &#8220;ter <em>terroir</em>&#8221; ou 90+ pontos. Eles querem desfrutar o vinho pelo que é, um &#8220;lubrificante social&#8221; e, enquanto em alguns casos isso possa levar a um novo <em>geek </em>em potência, é mais provável que leve a algum tipo de marca ou lealdade a uma casta por um indivíduo que apenas procura relaxar após um longo dia de trabalho.</p>
<p>O problema é que os distribuidores, importadores e a imprensa estão todos tentando vender a mesma &#8220;treta&#8221; de que você precisa &#8220;conhecer vinho&#8221; para gostar de vinho. É o modelo &#8220;ensine primeiro, beba depois&#8221;, que eu acredito levar, muito frequentemente, a consumidores com medo do que eles podem fazer errado e, como resultado, eles acabam simplesmente comprando com base no preço e em como o rótulo se parece. Por quê? Por que são as únicas coisas que não lhes estão tentando dizer que eles não são espertos o suficiente para se deliciar com vinho. São os únicos indicadores da possível qualidade além da propaganda pendurada no gargalo dizendo que essa ou aquela pessoa pensam que este vinho tem gosto de uma determinada pontuação.</p>
<p>Hoje as coisas começaram a mudar. O consumidor tem escolhas, ou está começando a ter, e a internet está-nos a trazer essas escolhas. <a title="Gary Vaynerchuk" rel="homepage" href="http://garyvaynerchuk.com/">Gary Vaynerchuck</a> é uma dessas escolhas. Ouço constantemente profissionais do vinho conversarem sobre como eles não aguentam escuta-lo e eles imaginam se ele sabe algo sobre o que está dizendo. “Como pode alguém ouvi-lo gritar daquela forma?” é o refrão comum. A verdade é que ele não se importa. Nós, “<em>wine geeks</em>” não somos o seu público. Não temos valor para ele. Nós somos observadores, invejosos por não termos visto os milhões de apreciadores de final-de-semana que estavam procurando por uma nova voz. Gary encontrou aqueles que não ligavam para o vinho a não ser para saber se ele combinava com o macarrão ou se eles poderiam impressionar a mulher que estavam levando para casa naquela noite. Ele fala a língua deles, uma que coloca o vinho entre as coisas da vida e não tenta separa-lo.</p>
<p><a href="http://farm3.static.flickr.com/2804/4100455568_f35bfbc78e.jpg"><img class="alignleft" src="http://farm3.static.flickr.com/2804/4100455568_f35bfbc78e.jpg" alt="" width="328" height="216" /></a>O que está acontecendo agora é incrível de se ver, os &#8220;guerreiros-de-fim-de-semana do vinho&#8221; estão começando a se importar. Estão começando a ouvir, mas fazem-no sem os estranhos termos de degustação que nós normalmente adoptamos. Eles fazem-no de uma maneira que faz sentido para eles e com a qual se conseguem relacionar. Eles são donos dessa nova conversa e a internet está facilitando isto. Sim, há uma transição para o nosso mundo, dos auto-declarados &#8220;<em>geeks</em>&#8220;, mas isso é simplesmente a &#8220;área cinza&#8221; que é possível ver em qualquer disciplina, em que o &#8220;apreciador&#8221; se transforma num &#8220;devoto&#8221;. No fim de contas, esses consumidores estão agora falando sobre vinho e comprando vinhos e estão fazendo-o com as ferramentas que eles usam para comunicar-se com seus círculos sociais no dia-a-dia.</p>
<p>O <a title="Facebook" rel="homepage" href="http://facebook.com/">Facebook</a>, que foi um site para encontrar colegas de escola, é agora um lugar onde as marcas estão a ser construídas. Indivíduos podem-se tornar &#8220;fãs&#8221; de marcas e criar grupos para suas castas predilectas. Por outro lado, o <a href="http://www.twitter.com">Twitter</a>, uma ideia aparentemente ridícula, 140 caracteres sobre o que se está fazendo, tornou-se o ponto de partida para conversas faiscantes e novas ideias, sem mencionar um lugar onde a informação sobre que vinho comprar hoje à noite está sendo procurada. Não interessa o que você acha disso, é poderoso e importante.</p>
<p>Em outro formato, mais reconhecível para muitos de nós, temos sites com &#8220;redes sociais&#8221; de notas de degustação como o <a title="Adegga" rel="homepage" href="http://www.adegga.com/">Adegga</a> e o Cellartracker que estão permitindo aos consumidores compartilhar online os vinhos que têm e ver o que seus amigos estão bebendo. Essas notas de degustação &#8220;sociais&#8221; são ainda mais poderosas quando se olha para a forma com que o <a title="Google" rel="homepage" href="http://google.com/">Google</a> as indexa. Muitas vezes uma busca no Google por um vinho leva o consumidor a uma rede social de notas de degustação antes que ele encontre o website do produtor (se é que ele existe).</p>
<p>Essas simples redes e ferramentas de internet estão fazendo ondas significativas no mundo do vinho &#8211; e elas estão apenas em sua infância? Tome como exemplo o AVIN, um código único vinculado a cada vinho no mundo, similar ao ISBN para os livros. Hoje está a ser convertido num projecto &#8220;<a title="Open source" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_source">open source</a>&#8221; para que toda a indústria do vinho possa beneficiar da sua utilidade e contribuir para seu sucesso. Muitas pessoas riem dessas ferramentas online, mas isso faz-me lembrar uma frase que encontrei online: &#8220;Este &#8216;telefone&#8217; tem muitas limitações para ser seriamente considerado como um meio de comunicação. O aparelho inerentemente não tem valor para nós.&#8221; Essa foi a resposta da Western Union para a invenção do telefone.</p>
<p>Declarações ironicamente similares estão sendo feitas sobre os blogues hoje em dia. A verdade é que estamos a assistir a um desaparecimento das ferramentas de comunicação do passado, dando espaço a uma nova forma de olhar para o vinho:</p>
<p>Hoje vemos, novamente, o futuro.</p>
<p>Como antes quando as pessoas disseram que Parker nunca chegaria a lugar nenhum, ouvimos as mesmas vozes sobre os blogues. Tantas mentiras e conceitos errados cercam o mundo dos blogues que eu poderia passar os próximos dois dias desmentindo-os e não terminaria. Na última semana, 120 blogger´s ou &#8220;pretendentes a blogger´s&#8221; reuniram-se em Lisboa durante 3 dias para falar sobre vinho, a internet e para provar e discutir vinho. Havia uma fronteira indefinida entre repórteres da grande mídia, blogger´s de facto, produtores, PR´s, todos tentando aprender mais sobre esse mundo crescente. A realidade é que os blogues são os mimeógrafos de hoje e, ainda que qualquer pessoa possa iniciar um, é preciso talento e esforço para fazê-lo funcionar. Podem existir milhares de blogues, mas somente alguns trabalham duro o suficiente para brilhar. É também verdade que podemos não gostar do que estão escrevendo, mas pode isto ser diferente da mídia de hoje, em que toda cidadezinha tem vários jornais com lealdades contrastantes? Marcas inteligentes vão perceber isto e estão prestando cada vez mais atenção a eles.</p>
<p>Isto é o futuro, alguns diriam até mesmo o presente. Vá em frente e enterre sua cabeça na areia, finja que é uma modinha tola e que é só uma &#8220;fase&#8221;. A verdade é que qualquer aparência que a comunicação sobre vinho vá ter nos próximos anos, ela será diferente da de hoje. A sua escolha está entre adaptar-se e aproveitar a vantagem das oportunidades que oferece, ou sentar-se e reclamar e deixa-las passarem por si.</p>
<p>Os consumidores de hoje têm vozes. A internet deu-lhes vozes e essas vozes não são seus concorrentes ou inimigos, mas clientes, leitores, compradores e, por vezes, novos amigos.</p>
<p>Nosso trabalho como &#8220;escritores sobre vinho&#8221; e &#8220;educadores do vinho&#8221; hoje,  é tornar certo que esses consumidores recebam boa informação e uma oportunidade para aprender mais.</p>
<p>Nosso trabalho como produtores de vinho e marketer´s é aprender como essas novas ferramentas funcionam, para que você possa entrar nas conversas que estão acontecendo. As conversas acontecendo hoje estão por toda parte. Antes essas conversas ficavam nas casas das pessoas, nas festas, no bar na esquina, espalhando ignorância e mentiras sem uma forma de medir sua influência ou de corrigi-las. Hoje essas conversas são online. São pesquisáveis, contextualizadas. Mas, o mais importante, estão oferecendo a você uma chance de participar.</p>
<p>Mas a verdade de facto é que o consumidor é o crítico de amanhã. E no final, se eles não sabem de onde vem a Tempranillo, não interessa, eles sabem sim se gostam ou não do vinho. Como um grupo, eles agregaram-se a uma voz que é poderosa e ampla. Esses consumidores podem nunca ser os <em>wine geeks </em>instruídos que todos gostaríamos que fossem, mas eles serão os que vão comprar seus produtos e compartilhar os seus pensamentos com os amigos, exactamente como eles sempre fizeram. Se você não os ouvir&#8230; você perde. Se você escolher envolver-se com eles&#8230; você ganha.</p>
<p>Lembre-se de que vinho é conversa. As minhas garrafas favoritas foram compartilhadas com amigos, noite dentro, buscando a solução para todos os problemas do mundo. Na época em que abrimos aqueles vinhos, pontos, variétais, terroir, podem todos ter sido importantes, mas quando a última gota foi bebida, tudo o que interessava era a pessoa com quem eu os estava compartilhando. A conversa, &#8220;lubrificada&#8221; pelo líquido que todos nós amamos, é do que eu me recordo com mais carinho e a razão para abrir a garrafa. Hoje a internet é também uma conversa. Não é um monólogo, é um diálogo. Se você não está preparado para se envolver e conversar com o seu consumidor, esteja preparado para o desapontamento. O consumidor de hoje quer uma conversa&#8230; não, eles esperam uma conversa.</p>
<p>Hoje você pode conduzir suas próprias vendas, ao invés de esperar que o crítico o faça por você. Mas somente se você for honesto, aberto e realista. A internet não é um lugar para vender &#8220;treta&#8221;, é um lugar para ter um diálogo&#8230; entre e você irá vencer.</p>
<p>Obrigado,</p>
<p>Ryan Opaz</p>
<p><strong>Traduzido por Bernardo Silveira.</strong></p>
<p><strong></strong><em>Bernardo Silveira é formado em gastronomia e especializado em vinhos pelo Wine and Spirits Education Trust, instituição inglesa vinculada ao Institute of Masters of Wine. Hoje cursa em Londres o Diploma in Wines and Spirits e é diretor técnico da Zahil Importadora, em São Paulo. <a href="http://www.peripecias.com.br">www.peripecias.com.br</a></em></p>
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		<title>EWBC 2009 – Bons Vinhos, Emoções e Companheirismo!</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 14:27:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cá estou de volta a casa, depois de 3 magníficos dias a participar e colaborar na EWBC 2009. Há tanto para dizer, que tenho alguma dificuldade em saber por onde começar. Em primeiro lugar julgo que terei de dizer que foi um prazer finalmente poder juntar o conhecimento pessoal ao conhecimento “virtual” com alguns dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://farm3.static.flickr.com/2708/4067476436_f9409c6167.jpg"><img class="alignright" src="http://farm3.static.flickr.com/2708/4067476436_f9409c6167.jpg" alt="" width="358" height="238" /></a>Cá estou de volta a casa, depois de 3 magníficos dias a participar e colaborar na <a href="http://winebloggersconference.org/europe/">EWBC 2009</a>. Há tanto para dizer, que tenho alguma dificuldade em saber por onde começar. Em primeiro lugar julgo que terei de dizer que foi um prazer finalmente poder juntar o conhecimento pessoal ao conhecimento “virtual” com alguns dos meus companheiros bloggers do <a href="http://www.twitter.com">Twiter</a> e <a href="http://www.facebook.com">Facebook</a>! E posso dizer com toda a naturalidade que efectivamente estas duas ferramentas são fantásticas, e que conseguem eliminar distâncias de uma forma única. É possível estarmos em <a class="zem_slink" title="Portugal" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=38.7666666667,-9.15&amp;spn=10.0,10.0&amp;q=38.7666666667,-9.15%20%28Portugal%29&amp;t=h">Portugal</a>, sentados na nossa secretária e estar a trocar ideias, imagens e vídeos com alguém nos EUA ou na Austrália… Esta globalização de relacionamentos torna tudo o que fazemos em algo visível a nível global! Daí a importância de podermos cada vez mais deitar mão de tudo o que nos proporcionam estas aplicações e redes sociais.</p>
<p>E aproveitando esta última deixa, pude finalmente perceber que afinal a indústria do vinho em Portugal começa a entender a dimensão deste fenómeno que são os blogues. Alguns dos patrocinadores desta edição da EWBC realmente demonstraram que parte da sua estratégia de marketing, passa obrigatoriamente pelo relacionamento com os bloggers, tornando-os assim numa influência essencial para a venda dos seus produtos ao consumidor. Obviamente que apenas muito poucos ainda compreenderam esta verdadeira oportunidade de fazer notar as suas marcas a nível global, e estes poucos estão sem duvida na linha da frente! Isto irá trazer-lhes uma experiência adicional, liderando uma nova forma de marketing. Estão neste grupo os &#8220;<a href="http://www.douroboys.com/">Douro Boy´s</a>&#8220;, que nos proporcionaram uma degustação única e um jantar magnífico! No entanto, parece-me que os produtores Portugueses ainda não entendem bem toda a dimensão e potencialidade da nova Media Social. Cabe-nos a nós, profissionais, abrir cada vez mais portas e com isto fazer avançar a industria Portuguesa dos vinhos no sentido do futuro e da construção de marcas a nível global e direccionado para aquele que realmente importa, o cliente final! Lá chegaremos!</p>
<p><a href="http://farm3.static.flickr.com/2572/4073038213_044b71c6b5.jpg"><img class="alignleft" src="http://farm3.static.flickr.com/2572/4073038213_044b71c6b5.jpg" alt="" width="339" height="206" /></a>Gostaria agora de mencionar alguns dos momentos mais importantes desta conferência. A organização a cargo da <strong><a href="http://www.catavino.net">Catavino</a></strong> (<em><strong>Ryan e Gabriella Opaz</strong></em>), <strong><a href="http://wineconversation.com/">Robert McIntosh</a></strong> e dos virtuosos elementos do <strong><a href="http://adegga.com">Adegga</a></strong>, foi simplesmente fantástica! Com o patrocínio principal da <strong><a href="http://www.viniportugal.pt">ViniPortugal</a></strong>, tudo esteve organizado de forma irrepreensível, e isto é muito importante referir uma vez que se tratou de uma reunião com mais de 100 bloggers de todo o mundo. As sessões foram muito interessantes, orientadas por verdadeiros especialistas e visionários (por exemplo o <em><strong>Doug Cook</strong></em> da <a href="http://www.ablegrape.com">Able Grape)</a>, as provas foram bem pensadas e pudemos degustar excelentes propostas. Nas provas destaco a final, conduzida pelo único e inimitável <em><strong>Charles Metcalfe</strong></em>, que nos levou através de uma viagem por Portugal, passando por diversas regiões de norte a sul, terminando com uma interpretação irrepreensível de um <a class="zem_slink" title="Fado" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fado">fado</a> de <a class="zem_slink" title="Coimbra" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=40.203919,-8.422909&amp;spn=1.0,1.0&amp;q=40.203919,-8.422909%20%28Coimbra%29&amp;t=h">Coimbra</a>! Simplesmente fantástico! (Photo by <a title="Link to Niamheen's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/niamheen/">Niamheen</a>)</p>
<p>O último dia foi dedicado a visitas a diversas regiões, tendo-nos cabido a visita ao <a class="zem_slink" title="Alentejo" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alentejo">Alentejo</a>. Começamos por visitar a <em><strong>Quinta do Mouro</strong></em>, em <a class="zem_slink" title="Estremoz" rel="homepage" href="http://www.cm-estremoz.pt">Estremoz</a>, onde fomos recebidos por <em><strong>Miguel Louro</strong></em>, o proprietário, e com uma personalidade única. Fomos brindados com uma visita a esta pequena adega, seguida de uma prova de diversos vinhos lá produzidos, e também de alguns dos vinhos ainda em fase de acabamento. Impressionou sem dúvida o carácter bem <a class="zem_slink" title="Portuguese language" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Portuguese_language">Alentejano</a> destes vinhos, e algumas associações de castas portuguesas com outras mais internacionais. Um projecto quanto a mim com excelentes potencialidades, porque afinal os vinhos estão mesmo a ser feitos à imagem do homem do leme. Obrigado Miguel Louro pelos momentos únicos que passamos na Quinta do Mouro!</p>
<p><a href="http://farm3.static.flickr.com/2611/4072777797_9091946b17.jpg"><img class="alignright" src="http://farm3.static.flickr.com/2611/4072777797_9091946b17.jpg" alt="" width="326" height="244" /></a>Com as barrigas já bastante “coladas ao estômago”, saímos de Estremoz a caminho da <a href="http://www.esporão.com">Herdade do Esporão</a> em Reguengos. O dia estava agradável, com algum sol e nuvens à mistura, e a primeira impressão que tive da herdade foi a da sua dimensão… Vinhas a perder de vista, inúmeras represas a pintalgar a paisagem… Fomos recebidos pelo escanção Bruno, que de pronto nos sugeriu que passássemos ao almoço que nos haviam preparado no fantástico restaurante da herdade. Foi um menu pensado ao pormenor para casar com os vinhos apresentados. Para não tornar este artigo demasiado exaustivo, menciono aqui apenas os vinhos bebidos neste almoço. Começamos por um <em>Rosé Vinha da Defesa 2008</em> que acompanhou uma salada, de seguida com uma magnífica sopa de cação bebemos um <em>Esporão Reserva Branco 2008</em>. O javali com molho de ameixa foi acompanhado pelo <em>Esporão Reserva Tinto 2007</em>, e para terminar bebemos um <em>Late Harvest 2008</em>, a acompanhar a sobremesa, uma pêra cozida em <em>Esporão Branco Special Selection</em>. Memorável! Seguiu-se a visita à adega, que surpreende pela sua organização moderna combinada com a tipicidade de um produtor alentejano. Impressionante a cave de envelhecimento com milhares de barricas a estagiar os próximos néctares deste produtor. Obrigado Bruno, obrigado <a class="zem_slink" title="Herdade do Esporão" rel="snooth" href="http://www.snooth.com/wines/herdade%2Bdo%2Bespor%C3%A3o">Herdade do Esporão</a>, e já agora agradeço à <a href="http://www.vinhosdoalentejo.pt">Comissão Vitivinícola do Alentejo</a> na pessoa do <em><strong>Tiago Caravana</strong></em> que nos acompanhou e patrocinou esta excelente viagem a estes dois produtores. (photo by <a title="Link to Winzerblog's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/winzerblogger/">Winzerblog</a>)</p>
<p>Foi tempo de regresso a <a class="zem_slink" title="Lisbon" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=38.7,-9.18333333333&amp;spn=0.1,0.1&amp;q=38.7,-9.18333333333%20%28Lisbon%29&amp;t=h">Lisboa</a>, preparar as bagagens e rumar a casa. Foi uma experiência inolvidável, e já anseio pela próxima edição! Venha daí a EWBC 2010…</p>
<p>Com tanto para falar sobre a EWBC, haverá oportunidade para escrever mais detalhadamente, mas não queria deixar de escrever para já as primeiras impressões.</p>
<p>Até lá!</p>
<p>Vitor Mendes</p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px;height: 15px"><a class="zemanta-pixie-a" title="Reblog this post [with Zemanta]" href="http://reblog.zemanta.com/zemified/9c4df3eb-3deb-4bff-9fc1-ca4ad262a40c/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none;float: right" src="http://img.zemanta.com/reblog_e.png?x-id=9c4df3eb-3deb-4bff-9fc1-ca4ad262a40c" alt="Reblog this post [with Zemanta]" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"></span></div>
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		<title>Vinhos dos Açores, Qualidade dos vinhos em 2009, Gastronomia e 7ª Arte!</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 06:08:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Vinhos dos Açores dão salto qualitativo! Admito que não conheço muito bem esta região… não tive ainda a oportunidade de visitar estas magníficas ilhas, mas na verdade a vontade é muita. Terra de paisagens únicas e deslumbrantes, produz também alguns vinhos, considerados Regional Açores desde 2004. A pequena quantidade produzida (não ultrapassa os 300.000 litros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://farm3.static.flickr.com/2621/3727858982_333f7fd699.jpg"><img class="alignright" src="http://farm3.static.flickr.com/2621/3727858982_333f7fd699.jpg" alt="" width="234" height="352" /></a>Vinhos dos <a class="zem_slink" title="Azores" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=37.7333333333,-25.6666666667&amp;spn=1.0,1.0&amp;q=37.7333333333,-25.6666666667%20%28Azores%29&amp;t=h">Açores</a> dão salto qualitativo!</strong></p>
<p>Admito que não conheço muito bem esta região… não tive ainda a oportunidade de visitar estas magníficas ilhas, mas na verdade a vontade é muita. Terra de paisagens únicas e deslumbrantes, produz também alguns vinhos, considerados Regional Açores desde 2004. A pequena quantidade produzida (não ultrapassa os 300.000 litros anuais) penaliza a sua visibilidade em termos de mercado. No entanto temos assistido a uma melhoria assinalável em termos qualitativos, faltando agora se calhar um pouco mais de agressividade em termos de marketing para os tornar conhecidos! Como outras pequenas regiões no continente, há um trabalho muito grande a fazer, por parte de todos os agentes, desde os produtores até à própria comissão… Esperamos que dentro em breve tenhamos a oportunidade de conhecer melhor estes vinhos. Para já <a href="http://www.infovini.com/pagina.php?codNode=84909">aqui</a> vai o link para uma notícia da Infovini sobre este assunto. <em>(Photo by <a title="Link to Patxi64's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/chorizo431/">Patxi64</a>)</em></p>
<p><strong>Qualidade dos vinhos em 2009</strong></p>
<p>Este ano finalmente consegui acompanhar de perto algumas vindimas, nomeadamente no <a class="zem_slink" title="Douro" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=46.1333333333,6.55&amp;spn=1.0,1.0&amp;q=46.1333333333,6.55%20%28Douro%29&amp;t=h">Douro</a> e na região dos Vinhos Verdes, e em termos gerais a opinião é de que 2009 será um bom ano em termos qualitativos, apesar das condições menos “normais” que acompanharam a última fase de maturação das uvas. É claro que as opiniões por vezes divergem, e cada caso pode ser um caso! Por exemplo no Douro, a opinião de alguns técnicos é que 2009 será um ano para vinhos jovens, bastante frutados, para serem consumidos de imediato, mas não um bom ano para elaborar vinhos para nos surpreenderem daqui a alguns anos. No <a class="zem_slink" title="Minho (province)" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Minho_%28province%29">Minho</a>, ouvimos da boca de alguns enólogos que este ano poderá ser um dos melhores para algumas castas, nomeadamente a Alvarinho, ex-libris desta região! Vamos esperar mais algum tempo, para ver na realidade o que 2009 nos trouxe. Mas acreditando cada vez mais no trabalho dos enólogos que tanto têm contribuído para o aumento da qualidade dos nossos vinhos, confio que será mais um bom ano para os vinhos portugueses!</p>
<p><strong>Douro e 7ª Arte!</strong></p>
<p>Sem duvida que esta região tem estado na ribalta nos últimos anos, fruto de uma estratégia comum entre produtores, comissões e turismo da região. Neste caso falamos de algo muito original. A ideia de trazer ao Douro um festival de cinema internacional, e de conjugar esta região vinhateira com algumas estrelas do cinema, foi simplesmente genial na minha opinião, e digna de destaque. A 1ª edição do Douro Film Harvest decorreu entre 9 e 13 de Setembro deste ano, e trouxe ao nosso país personalidades como Milos Forman e <a class="zem_slink" title="Andie MacDowell" rel="imdb" href="http://www.imdb.com/name/nm0000510/">Andie MacDowell</a>, juntamente com alguns filmes divididos em diversas categorias. Foram 5 dias de muitas emoções, que deram à região do Douro uma grande visibilidade internacional. <a href="http://www.dourofilmharvest.com/default.aspx">Aqui</a> vai o link do site oficial para poderem ficar a par de tudo o que se passou!</p>
<p><strong><a href="http://www.essenciadovinho.com/bluewine/img/topo/noticias/NoticiasApresentacao.gif"><img class="alignleft" src="http://www.essenciadovinho.com/bluewine/img/topo/noticias/NoticiasApresentacao.gif" alt="" width="302" height="227" /></a></strong><strong>Prova de Vinhos do <a class="zem_slink" title="Porto" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=41.15,-8.63333333333&amp;spn=0.1,0.1&amp;q=41.15,-8.63333333333%20%28Porto%29&amp;t=h">Porto</a> Vintage 2007 – <a class="zem_slink" title="Palácio da Bolsa" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=41.141,-8.616&amp;spn=1.0,1.0&amp;q=41.141,-8.616%20%28Pal%C3%A1cio%20da%20Bolsa%29&amp;t=h">Palácio da Bolsa</a>, 24 de Outubro</strong></p>
<p>Para aqueles que adoram Vinho do Porto, e que querem comprovar a razão da declaração de 2007 como ano Vintage, aqui está uma magnífica oportunidade para confirmarem a qualidade desta colheita e poderem emitir as suas opiniões. Tendo como cenário o lindíssimo Palácio da Bolsa no Porto, esta será sem duvida uma oportunidade única de provar alguns vinhos de excelência, e viver no fundo algum do espírito especial com que um ano é declarado como Vintage. <a href="http://www.essenciadovinho.com/bluewine/php/noticias.php?id=1987">Aqui</a> vai a notícia da revista Wine, onde poderão verificar o horário e a agenda desta prova. Aproveitem bem! (<em>Photo from Essencia do Vinho website)</em></p>
<p>Para terminar, gostaria de lembrar a todos que a EWBC (European <a class="zem_slink" title="Wine Bloggers Conference" rel="homepage" href="http://winebloggersconference.org">Wine Bloggers Conference</a>) se aproxima a passos largos! Estou muito entusiasmado com a possibilidade de poder conhecer finalmente alguns nomes que passam todo os dias por mim no <a class="zem_slink" title="Facebook" rel="homepage" href="http://facebook.com">Facebook</a> ou no Twitter. Para além disso será concerteza uma oportunidade excelente para aprofundar os meus conhecimentos em relação às novas ferramentas de marketing, a chamada “Social Media”. O tema este ano gira à volta do futuro das novas ferramentas sociais e a sua influência na construção de uma marca. Cada vez mais a aproximação do cliente/consumidor à marca que escolhe é fundamental. Em <a class="zem_slink" title="Portugal" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=38.7666666667,-9.18333333333&amp;spn=10.0,10.0&amp;q=38.7666666667,-9.18333333333%20%28Portugal%29&amp;t=h">Portugal</a> temos assistido a uma maior consciência por parte dos produtores, que é incontornável ter uma estratégia de marketing assente na utilização das novas ferramentas sociais. A aprendizagem sobre estas ferramentas é fundamental, e é isso que se pretende neste encontro entre “gurus” desta nova tendência e a indústria do vinho em Portugal. Também será sem duvida uma excelente oportunidade para os nossos produtores, distribuidores, retalhistas e demais agentes económicos das indústria do vinho, aprenderem e evoluírem. O futuro está já aí, e não podemos nem devemos perder o “comboio”. <a href="http://winebloggersconference.org/europe/about-2/">Aqui</a> fica o site oficial, com todos os detalhes sobre esta conferência. Se quiserem participar, ainda vão a tempo!!!</p>
<p>Até à próxima!</p>
<p>Vítor Mendes</p>
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		<title>Vindimas 2009; Últimas dos blogues Portugueses.</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 09:45:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Vindimas 2009 Pois é, está a acabar mais um Verão, altura em que todos nós mais ou menos tentamos recarregar baterias, e escapar das nossas rotinas diárias! Também é sinónimo de estarmos na altura das primeiras vindimas. O Alentejo é normalmente umas das primeiras regiões a iniciar este processo, dada a maior maturação das suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a href="http://farm3.static.flickr.com/2504/3883072914_06f66a122b.jpg"><img class="alignright" src="http://farm3.static.flickr.com/2504/3883072914_06f66a122b.jpg" alt="" width="336" height="224" /></a>Vindimas 2009</h2>
<p>Pois é, está a acabar mais um Verão, altura em que todos nós mais ou menos tentamos recarregar baterias, e escapar das nossas rotinas diárias! Também é sinónimo de estarmos na altura das primeiras vindimas. O <a title="Alentejo" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alentejo">Alentejo</a> é normalmente umas das primeiras regiões a iniciar este processo, dada a maior maturação das suas uvas. Vejo com muito agrado que alguns produtores têm o cuidado de publicar nas suas páginas da web, fotos e textos alusivos, que elucidam o consumidor mais atento sobre as perspectivas ou as decepções da vindima de 2009. Isto é sem duvida a forma dos produtores tentarem estreitar a relação com o seu consumidor final, afinal o verdadeiro apreciador, e aquele que verdadeiramente faz “mexer” o mercado dos vinhos. É a importância cada vez mais notória e compreensível da importância da web no negócio! Damos aqui conta de dois exemplos de produtores que têm essa preocupação (Flickr photo by <a href="http://www.flickr.com/photos/cortesdecima/3883072914/in/pool-wineharvest2009/">Cortes de Cima</a>):</p>
<ul>
<li><a href="http://cortesdecima.com/pt/">Cortes de Cima</a></li>
<li><a href="http://quevedoportwine.com/pt/">Quevedo </a></li>
</ul>
<h2>Últimas dos blogues portugueses</h2>
<p>Verifico com muito orgulho, que cada vez mais é importante a opinião dos nossos blogues na estratégia de marketing e divulgação da indústria do vinho. As coberturas de eventos, e as provas organizadas por comissões vitivinícolas, têm vindo a ser divulgadas e comentadas pela nossa blogosfera, e esta nova forma de publicitação tem chamado a atenção dos responsáveis pela indústria do vinho, o que revela quanto a mim uma nova perspectiva do negócio. É também uma merecida oportunidade para os verdadeiros amantes do vinho, que reservam algum dos seus tempos livres para alimentar blogues sobre a especialidade. São na minha opinião os verdadeiros “paladinos” no que toca à emissão de opiniões sobre o que se vai fazendo em <a title="Portugal" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=38.7666666667,-9.18333333333&amp;spn=10.0,10.0&amp;q=38.7666666667,-9.18333333333%20%28Portugal%29&amp;t=h">Portugal</a>. Não pretendo com isto diminuir a importância dos críticos profissionais da nossa praça, que têm preparação e estatuto para emitir uma opinião formada, mas julgo que há que defender aqueles cuja única motivação é transmitir as suas emoções, através de uma opinião desinteressada e do ponto de vista do amante de vinho. Reuni aqui 2 “links” para artigos sobre um evento (<a href="http://www.magnacasta.com/blog/vindouro2009">Vindouro</a>), e sobre uma <a href="http://saca-a-rolha.blogspot.com/2009/08/prova-de-tintos-topos-de-gama-do.html">prova de vinhos de top do Alentejo</a>. Espero que apreciem!!</p>
<p>Por hoje fico por aqui. Agora que já quase todos regressamos ao trabalho, prometo trazer muito brevemente mais alguns temas bem interessantes. Agora vou voltar para o meu terraço, e aproveitar o resto de sol deste domingo de Setembro… belo!!!</p>
<p>Até breve!</p>
<p>Vitor Mendes</p>
<div style="margin-top: 10px;height: 15px"><a title="Reblog this post [with Zemanta]" href="http://reblog.zemanta.com/zemified/c9da8551-1b48-4d58-873f-885ca29949c9/"><img style="border: medium none;float: right" src="http://img.zemanta.com/reblog_e.png?x-id=c9da8551-1b48-4d58-873f-885ca29949c9" alt="Reblog this post [with Zemanta]" /></a><span></span></div>
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		<title>Alentejo &#8211; Praia, Sol, Simpatia e boa gastronomia!</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 17:38:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Como amante da boa comida, e já agora da boa bebida (leia-se vinho), sempre que tenho a rara oportunidade de fazer umas pequenas mas merecidas férias, tento aliar o útil ao agradável, o que quer dizer descansar (não fazer nadinha&#8230;), curtir um bom solzinho numa praia de areia branca e mar azul ao fundo, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://catavino.net/pt/files/2009/08/687_Hotel_Rural_Monte_da_Leziria2.jpg" alt="Hotel_Rural_Monte_da_Leziria" width="346" height="233" />Como amante da boa comida, e já agora da boa bebida (leia-se vinho), sempre que tenho a rara oportunidade de fazer umas pequenas mas merecidas férias, tento aliar o útil ao agradável, o que quer dizer descansar (não fazer nadinha&#8230;), curtir um bom solzinho numa praia de areia branca e mar azul ao fundo, e conjugar isto tudo com boa gastronomia! Na minha opinião ainda continua a ser uma das melhores formas de passar umas férias revigorantes&#8230;</p>
<p>Desta vez, eu e a minha querida esposa decidimos de forma bastante espontânea e até surpreendente, passar um fim de semana prolongado na Costa Vicentina, ou seja, na costa Alentejana, mais propriamente na simpática e pacata vila de <a title="Santo André, São Paulo" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=-23.6572222222,-46.5333333333&amp;spn=0.1,0.1&amp;q=-23.6572222222,-46.5333333333%20%28Santo%20Andr%C3%A9%2C%20S%C3%A3o%20Paulo%29&amp;t=h">Santo André</a>. A apenas alguns quilómetros de Sines e <a title="Porto Covo" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=37.8516666667,-8.79194444444&amp;spn=0.1,0.1&amp;q=37.8516666667,-8.79194444444%20%28Porto%20Covo%29&amp;t=h">Porto Covo</a>, é um local muito apetecível, pela sua tranquilidade, pela simpatia das suas gentes e pela proximidade das belíssimas praias. Local de atracção desta zona é também e fundamentalmente a <a title="Lagoa (Algarve)" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lagoa_%28Algarve%29">Lagoa</a> de Santo André, que se insere numa zona protegida, e que nos oferece num mesmo espaço uma bela praia virada para o atlântico, e a lagoa propriamente dita com as suas águas tranquilas&#8230;</p>
<p>Decidimos ficar num pequeno hotel rural, o <a href="http://www.montedaleziria.com/">Hotel Rural Monte da Lezíria</a>, do qual ficamos fãs incondicionais. Trata-se de um pequeno hotel de cerca de 30 quartos, com uma área envolvente muito agradável, onde a tranquilidade é ponto forte. Os quartos são muito agradáveis, com todas as comodidades necessárias a uma boa estadia. O serviço de recepção é excelente, com funcionários extremamente simpáticos e diligentes a ajudarem-nos a descobrir os pontos de interesse da região que convém visitar. O pequeno almoço é uma refeição bem tradicional, numa pequena sala onde mais uma vez o conforto e a tranquilidade são bem a imagem de marca do hotel. Concerteza havemos de lá voltar!</p>
<p>Bom, mas é claro que aproveitamos para fazer algumas &#8220;incursões gastronómicas&#8221;. Aconselhados pelos simpáticos funcionários da recepção do hotel, frequentamos 2 restaurantes, um deles bastante próximo do mesmo, famoso pelos seus grelhados. Trata-se do restaurante <a href="http://www.cesa.pt/capote.pdf">&#8220;O capote&#8221;</a>, mais conhecido por Monte Velho, e que se situa no interior do <a href="http://www.cesa.pt/">Centro Equestre de Santo André</a>. Com uma esplanada envidraçada, virada para o picadeiro, a primeira surpresa foi o facto de nos terem sugerido que nos levantassemos da mesa, para ir escolher de entre o pescado desse dia aquele que gostaríamos de ver confeccionado! Peixe bem fresco, peixe desse dia, pescado na respectiva costa, e comprado bem cedo na lota para nosso deleite! Também é ponto forte deste restaurante os seus pratos com carne de porco preto, cujo sabor é inconfundível. Fizemos 2 refeições, entre carne  e peixe, e apenas podemos dizer que é um local a visitar, com preços surpreendentemente baixos, e onde se come divinamente. Depois da informalidade de &#8220;O capote&#8221;, decidimos arriscar num local um pouco mais formal, com outro nível de preços, mas que não pudemos resistir a visitar. Trata-se do restaurante <a href="http://caisdaestacao.com/">&#8220;Cais da Estação&#8221;</a>, em <a href="http://www.sines.pt/pt/Paginas/default.aspx">Sines</a>. O espaço é &#8220;mesmo&#8221; um antigo cais de mercadorias da agora desactivada estação ferroviária, cujo edifício principal um pouco mais à frente se encontra recuperado e mostra de forma incrível a beleza deste edifícios de traça inconfundível!</p>
<p><a href="http://farm4.static.flickr.com/3151/2655883960_50214ce7ca.jpg"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3151/2655883960_50214ce7ca.jpg" alt="" width="233" height="314" /></a>Parabéns à Câmara municipal de Sines pelo esforço! Falando mais propriamente do restaurante, o cais foi aproveitado e decorado de forma muito agradável. A madeira das vigas que suportam a cobertura dão um ar muito confortável, as mesas e cadeiras são elegantes e funcionais, e o espaço tem 3 pisos, com uma sala na cave que serve para ocasiões especiais (com a adega com temperatura controlada do restaurante como ponto obrigatório de visita), um primeiro piso com uma sala dividida em 2 partes, uma no que era o antigo cais exterior da estação, e outro onde se alojariam os serviços, e ainda um piso superior de dimensão mais pequena. Maravilhados com o primeiro impacto, apenas poderíamos esperar que o que se seguiria seria também bastante agradável&#8230; Embora o dia tivesse estado medianamente quente, a noite estava a ficar fresca, e por isso decidimos arriscar num prato principal mais &#8220;consistente&#8221;, uma feijoada de marisco, que nos foi vivamente aconselhada pelo nosso anfitrião Sr. Vítor Branco. Enquanto a feijoada estava a ser preparada, pedimos uma ameijoas à bolhão pato, enormes, carnudas, e que com o inconfundível sabor dos típicos coentros, proporcionaram uma boa entrada e preparação. Entretanto, e como sempre costumo fazer nestes espaços que pretendem ser mais exigentes a nível do serviço prestado, solicitei a carta de vinhos. Bom, o mínimo que posso dizer é que é uma carta excelentemente organizada, por tipo de vinho, por região, e finalmente com a indicação de todos os anos de colheita! Não será uma carta muito extensa, mas está muito bem seleccionada, com referências de praticamente todas as regiões portuguesas, com ênfase claro está para o Alentejo.</p>
<p>Outra das surpresas foi o preço mais que justo pelos vinhos disponíveis, e isto sim é ajudar os vinhos, a industria e os consumidores que assim podem ter mais escolha e provar mais referências! Decidimos escolher um vinho que quanto a mim é uma das excelentes propostas nos brancos do nosso país, um <a href="http://www.ermelindafreitas.pt/">Ermelinda de Freitas Branco</a>, no caso a colheita de 2007. A fruta, a frescura e a acidez equilibrada deste vinho, casou de forma espectacular não só com as ameijoas, mas também com a feijoada que se seguiu. A feijoada estava divinal, mais uma vez com o saborzinho a coentros que tão bem é aproveitado pela cozinha alentejana. Voltando aos vinhos, é de referir os copos perfeitamente adequados para o vinho, com uma prestação irrepreensível do nosso anfitrião. A temperatura de serviço foi também correctíssima, e isto é, nunca me canso de o dizer, ESSENCIAL, para desfrutarmos da melhor forma de um belo vinho. Como quase sempre acontece nestas ocasiões, e estando a feijoada excelente, abusamos um pouco e excedemos um pouco a nossa capacidade de &#8220;armazenamento&#8221;&#8230; mas um pecado de cada vez não é assim tão mau! Mas, teríamos obviamente de provar ainda uma sobremesa, e escolhemos também ainda por sugestão do Sr. Vítor, um bolo de bolacha com 3 tipos de chocolate, e cobertura de baba de camelo, e ainda um pudim de requeijão com nozes, bem tradicional! Tanto o bolo como o pudim estavam divinais, casados que foram com um magnífico moscatel da coleçção privada de <a href="http://www.jmf.pt/">Domingos Soares Franco</a>, que mais uma vez servido à mesa e à temperatura ideal, nos provocou uma enorme sensação de prazer&#8230; E porque já não havia lugar para mais, decidimos retirar-nos para uma passeata pela localidade, para ajudar na digestão de tão magnífico repasto&#8230; Parabéns ao restaurante, a quem o idealizou e gere, e o nosso muito obrigado pelo atendimento simpático e eficiente do Sr. Vítor Branco. Havemos de voltar!</p>
<p>Até breve, e boas férias!</p>
<p>Vitor Mendes</p>
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		<title>WBC &#8211; Wine Bloggers Conference – EUA</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 17:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitor</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://catavino.net/pt/wp-content/uploads/2009/07/winebloggers-logo_square-jmv3-300x252.gif" alt="winebloggers-logo_square-jmv3" width="240" height="202" />Para aqueles mais atentos às movimentações dos &#8220;wine bloggers&#8221;, parece-me interessante chamar a atenção e destacar o facto de se iniciar no dia 24 de Julho em Sonoma e <a title="Napa, California" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=38.3047222222,-122.298888889&amp;spn=0.1,0.1&amp;q=38.3047222222,-122.298888889%20%28Napa%2C%20California%29&amp;t=h">Napa</a>, a <a href="http://winebloggersconference.org/america/">WBC</a>, que juntará bloggers norte-americanos, outras entidades ligadas à Social Media e à indústria do vinho naquele país. A Catavino estará presente este ano, e vai trazer-nos online todas as emoções e sensações desta fantástica reunião, antecâmara da <a href="http://winebloggersconference.org/europe/">EWBC</a> a realizar-se em <a title="Lisbon" rel="geolocation" href="http://maps.google.com/maps?ll=38.7,-9.18333333333&amp;spn=0.1,0.1&amp;q=38.7,-9.18333333333%20%28Lisbon%29&amp;t=h">Lisboa</a> já no próximo mês de Outubro. Se quiserem seguir passo a passo todas as incidências da conferência norte-americana, poderão fazê-lo através do <a href="http://twitter.com/">Twitter</a>, em @catavino, @ryanopaz e @gabriellaopaz. As histórias serão contadas de forma mais detalhada posteriormente em <a href="http://www.catavino.net/">www.catavino.net</a> . Concerteza será uma excelente oportunidade para todos os bloggers portugueses da especialidade, e já agora porque não para a nossa indústria do vinho, sempre tão apostada em conseguir a um mercado tão exigentes mas tão apetecível como o norte-americano.</p>
<p>Não percam!</p>
<p>Até breve!</p>
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